APAE de Mogi leva mais de 300 pessoas às ruas na 16ª Caminhada Solidária
Mais de 300 pessoas participaram, neste domingo (23/08), da 16ª Caminhada Solidária da APAE de Mogi das Cruzes. A mobilização reuniu assistidos, familiares, colaboradores, voluntários, parceiros, representantes do poder público e moradores da cidade em uma manhã marcada pela participação da comunidade e pela defesa dos direitos das pessoas com deficiência intelectual e múltipla.
Com o tema “Deficiência não define. Oportunidade transforma. Inclua nossa voz!”, a caminhada levou às ruas uma mensagem de protagonismo, respeito, participação e inclusão.
Na abertura, o presidente da APAE de Mogi das Cruzes, Paulo Siqueira Toledo Júnior, destacou a expressiva participação do público e a importância da mobilização coletiva. “Estamos juntos nessa caminhada. Um número de participantes expressivo e, na verdade, estamos trilhando essa jornada juntos. Deficiência não define ninguém. Estamos aqui num momento de inclusão, para que todos ouçam a nossa voz em prol das pessoas que precisam do nosso trabalho. Vamos juntos! Vamos nessa caminhada!”, afirmou.
A diretora pedagógica da instituição, Ana Paula Nogaroto, também ressaltou o significado da iniciativa para a APAE, a comunidade e o município. “Esse é um evento bastante importante para nós, para a comunidade e para o nosso município. Muito obrigada pela presença de cada um de vocês”, destacou.
A manhã também proporcionou momentos de convivência, recreação e atividade física, aproximando assistidos, familiares e demais participantes. Entre as ações realizadas estiveram alongamento, dança e atividades conduzidas pelo grupo de recreação Tio Pepino.
Para Bruno Barbosa, o Tio Mãozinha, integrante do grupo, a caminhada criou oportunidades de interação entre diferentes públicos. “É uma iniciativa muito importante porque promove inclusão e permite que todos participem juntos das atividades. Momentos como a dança, o alongamento e a caminhada aproximam pais, filhos e toda a comunidade, fortalecendo a convivência e tornando a experiência ainda mais especial”, avaliou.
A participação da comunidade também foi destaque. Márcia do Prado, que esteve na caminhada pela primeira vez, contou que a experiência despertou um novo olhar sobre o trabalho desenvolvido pela instituição. “Foi a primeira vez que participei e achei incrível. Eu não conhecia de perto esse trabalho e percebi como é importante que mais pessoas saibam o que a APAE faz e por que esse trabalho é tão necessário. Foi muito gratificante estar aqui e conhecer essa realidade”, afirmou.
A concentração aconteceu na sede da instituição, no Jardim Betânia, de onde os participantes saíram para o percurso pelas ruas da cidade. No retorno, a programação continuou com o sorteio de brindes doados pelos parceiros da APAE, encerrando a manhã em clima de confraternização.
A realização da 16ª Caminhada Solidária contou com o apoio de empresas e parceiros que contribuíram para a realização do evento, entre eles McDonald’s, Nachi Brasil, Helbor, TV Diário, Mogiaço, Kijiro Corretora, Niterra do Brasil, Academia Olímpia, Instituto Embu de Sustentabilidade, Empresa de Mineração Horii e Hoganas Brasil, Fukusen/Amazon, além de outros apoiadores.
Responsável pela organização do evento, Regiane Cristine de Paula destacou o significado de ver a proposta ganhar as ruas depois de meses de preparação. “Organizar a Caminhada Solidária é transformar meses de planejamento em um momento que ganha vida diante de toda a cidade. Quando vemos tantas pessoas reunidas, percebemos que a mensagem ultrapassa os limites da instituição e chega a novos públicos. Para nós, esse é um dos maiores resultados: criar um espaço em que a causa seja vista, lembrada e compreendida por quem participa e por quem acompanha o percurso”, afirmou.
A Caminhada Solidária é realizada tradicionalmente durante a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, promovida anualmente de 21 a 28 de agosto. Instituída pela Lei nº 13.585/2017 e organizada pelo movimento apaeano desde 1963, a Semana tem como objetivo conscientizar a sociedade, combater o preconceito e promover a inclusão social e a garantia de direitos das pessoas com deficiência intelectual e múltipla.



