Atividades pedagógicas levam inclusão e respeito às diferenças para a rotina dos alunos durante o Setembro Verde

Ao longo de setembro, educandos da APAE de Mogi das Cruzes participaram de diferentes atividades pedagógicas em alusão ao Setembro Verde, mês dedicado à inclusão da pessoa com deficiência. Desenvolvidas por professores e auxiliares, as propostas levaram temas como respeito às diferenças, convivência, participação social e valorização das singularidades para experiências práticas realizadas dentro e fora da sala de aula.

As ações foram incorporadas à rotina pedagógica e organizadas de acordo com as características e possibilidades de cada turma. Brincadeiras, produções artísticas, atividades culinárias, cultivo de plantas, reciclagem e experiências coletivas foram alguns dos recursos utilizados para abordar a inclusão e, ao mesmo tempo, estimular habilidades relacionadas à autonomia, comunicação, criatividade, coordenação motora, interação social e participação dos educandos.

Nas turmas do Socioeducacional, diferentes propostas fizeram parte da programação, entre elas atividades inclusivas na quadra, jogo das cores, a dinâmica “Bexiga dos Sentimentos”, produção de papel reciclado, preparo de suco verde e degustação de bolo verde. Por meio dessas experiências, temas relacionados à inclusão foram trabalhados em situações que também favoreceram a convivência, a expressão, a socialização e a participação dos educandos.

Entre as atividades esteve ainda “Dois Olhos, Mil Ideias”, conduzida pelas professoras Iraci de Oliveira e Glaucia de Siqueira. Cada educando recebeu uma folha contendo inicialmente apenas o desenho de dois olhos e, a partir desse mesmo ponto de partida, teve liberdade para completar a imagem de acordo com sua criatividade. Ao final, as diferentes produções permitiram trabalhar de maneira concreta a individualidade e as diversas formas de expressão, mostrando como uma mesma proposta pode resultar em ideias e criações singulares.

Outras propostas aproximaram os educandos do cultivo e do cuidado com as plantas. A professora Priscila Souza e a auxiliar Juliana Praxedes trabalharam conceitos relacionados à inclusão por meio de leitura compartilhada, escrita, confecção de cartaz e plantio e cultivo de girassóis na escola e em sala de aula. As diferentes etapas proporcionaram oportunidades para que os alunos participassem e acompanhassem o processo.

A programação também favoreceu a integração entre turmas. Educandos da Educação Infantil e do Ensino Fundamental participaram de atividades conjuntas envolvendo pintura e personalização de camisetas, confecção de lembrancinhas, brincadeiras e momentos de socialização. As propostas estimularam aspectos como coordenação motora fina, percepção visual, criatividade, autonomia, comunicação, respeito às diferenças, espera da vez e compartilhamento de espaços e materiais.

A entrega das produções pela escola ampliou essa experiência para além das próprias turmas. Ao circularem pelos espaços e compartilharem as lembrancinhas confeccionadas, os educandos participaram diretamente da ação de conscientização, exercitando iniciativa, comunicação, interação social e convivência com outras pessoas da comunidade escolar.

Para a diretora pedagógica da APAE de Mogi, Ana Paula Nogaroto, a diversidade das propostas permitiu aproximar o tema das experiências dos próprios educandos. “Ao longo do mês, buscamos trabalhar a inclusão de maneira integrada às experiências dos nossos educandos, respeitando as características e as possibilidades de cada turma. Foram propostas diferentes atividades para que temas como respeito, convivência, participação e valorização das diferenças pudessem ser vivenciados na prática. Mais do que abordar o Setembro Verde em um período específico, nosso trabalho é para que esses valores estejam presentes no cotidiano escolar durante todo o ano”, destacou.

Com o encerramento das atividades alusivas ao Setembro Verde, as experiências desenvolvidas durante o mês reforçaram uma proposta que permanece na rotina pedagógica da instituição. Inclusão, respeito às diferenças, autonomia, convivência e participação não se limitaram às ações de setembro, mas integram o trabalho realizado ao longo do ano, considerando as necessidades, possibilidades e formas de expressão de cada educando.